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Protagonismo em idosos: o seu papel na sociedade

A imagem da vovó sentada numa cadeira de balanço fazendo cachecol para o netinho está muito longe da realidade atual. Isso porque os nossos vovôs e vovós estão conquistando sua autonomia. Donos do próprio nariz, eles decidem o que querem e como querem conduzir suas vidas. Por isso, o tema protagonismo em idosos tem sido associado às discussões sobre o envelhecimento na sociedade. 

As pessoas com mais de 60 anos estão participando ativamente do mercado de trabalho. Muitos deles, aliás, se aposentam e continuam trabalhando por anos. Outros não exercem mais nenhuma profissão, mas têm renda própria e são consumidores ativos. Além disso, possuem papel decisivo na vida familiar e comunitária. 

Sendo assim, relegar a participação do idoso a um segundo plano não condiz mais com a realidade. Nesse sentido, empatia e respeito aos cabelos brancos são fundamentais nesse contexto. 

Mas para refletir melhor sobre como essa visão é absorvida na sociedade, acompanhe a leitura deste artigo. 

Imagem do idoso: como ela mudou nos últimos tempos

Na realidade, os idosos sempre tiveram um papel muito importante nas nossas vidas. Nas sociedades primitivas, por exemplo, os chamados anciãos eram vistos como verdadeiros gurus que eram procurados pelos jovens quando estes se viam em apuros ou prestes a tomar uma decisão importante. 

Com o passar dos séculos, porém, em algumas sociedades, especialmente a ocidental, o idoso passou a ser visto como um peso ou como alguém que já não era mais capaz de tomar decisões sozinho. 

É certo que essa visão preconceituosa não era compactuada por algumas sociedades. Na China e no Japão, o idoso é símbolo de sabedoria.

Entre os japoneses, por exemplo, não é inconveniente perguntar a idade a uma mulher idosa, porque elas têm orgulho em responder. Até pouco tempo atrás, o homem que completava 60 anos podia usar terno vermelho, que é considerada a cor dos deuses, destinada apenas aos sábios. 

Em meados dos anos 2000, no Brasil, essa visão começou a mudar e ainda está caminhando para uma nova concepção do envelhecimento. Foi em 2003, por exemplo, que ocorreu a aprovação do Estatuto do Idoso, depois de mais de uma década de discussões. 

Atualmente, com a abertura da sociedade para a discussão de termos como empoderamento e protagonismo, se viu uma transformação na visão da pessoa idosa, que é a de um cidadão com seu papel social e sua autonomia no seio familiar. 

Estatuto do Idoso: como ele trata o protagonismo 

E, como falamos em Estatuto do Idoso, ele foi um marco nas leis sobre os direitos e a participação social do idoso aqui no Brasil.

Embora ele não cite o termo protagonismo em nenhum dos seus 118 artigos, a ideia principal é garantida no seu artigo 10. Veja o teor: 

Art. 10 – É obrigação do Estado e da sociedade assegurar à pessoa idosa a liberdade, o respeito e a dignidade, como pessoa humana e sujeito de direitos civis, políticos, individuais e sociais, garantidos na Constituição e nas leis. 

Enquanto isso, a palavra “participação”, usada no sentido de demonstrar o papel social do idoso, está presente em vários artigos. Veja alguns exemplos:

  • Art. 3 – participação, ocupação e convívio do idoso com as demais gerações;
  • Art. 10 e art. 49 – participação em atividades culturais e de lazer com direito à meia-entrada;
  • Art. 23 – acesso preferencial a maiores de 60 anos. 

Sendo assim, como é possível perceber, a legislação já existe para embasar uma sociedade mais respeitosa quanto ao posicionamento ativo dos idosos. Resta o apoio e a mudança de pensamento de quem ainda não se conscientizou dessa nova visão. 

Independência e autonomia: como elas se aplicam

Independência e autonomia no envelhecimento podem até parecer sinônimos, mas não são. Elas estão diretamente ligadas ao bem-estar dos idosos, mas têm algumas diferenças. 

Um idoso independente é aquele que realiza todas as suas atividades sozinho, desde as ações mais corriqueiras, como cuidar da higiene pessoal e se alimentar, até ir ao banco e viajar a passeio. 

Já uma pessoa idosa autônoma é aquela que toma decisões sozinha. É o próprio idoso, portanto, que define onde quer morar, se quer continuar trabalhando ou se deseja encontrar um novo amor. 

Muitas vezes a independência fica comprometida por causa de alguma doença, como o Mal de Alzheimer. Devido à perda de memória e da capacidade cognitiva, as tarefas executadas com tranquilidade antes do surgimento dos sintomas da enfermidade, se tornam grandes limitações. 

Assim, a autonomia fica até certo ponto comprometida. É mais temerário, por exemplo, continuar morando sozinho quando se é diagnosticado com alguma demência. 

Porém, a perda de algumas funções causadas por doenças crônicas ou degenerativas não pode impedir o protagonismo do idoso. Afinal, ele continua sendo um cidadão com seus deveres e direitos assegurados. 

Idosos e a construção da sua própria história 

Você já parou para pensar no quanto é protagonista da sua própria história? E em como seu pai ou avô, por exemplo, escrevem o roteiro das suas vidas?

É justamente isso que o protagonismo prega. O termo é usado normalmente na literatura e na dramaturgia, mas nas Ciências Sociais ele ganha uma conotação ligada ao sujeito cujas ações desencadeiam a sua própria história de vida. 

Isso vale tanto para indivíduos quanto para grupos sociais. A causa feminista, por exemplo, ganhou mais notoriedade quando o empoderamento e o protagonismo passaram a ser mais discutidos e expostos. 

Mas o que acontece é que, muitas vezes, não assumimos as rédeas do nosso destino por escolha própria. É isso o que acontece com muitos idosos que assumem um papel secundário na família. 

Afinal, quantas histórias já vimos de mães que colocaram sempre os filhos em primeiro lugar e que, no envelhecimento, continuam depositando neles a sua confiança, terceirizando assim as decisões? 

Para concluir, o protagonismo em idosos é um tema que rende várias discussões, mas que ainda está em fase de desenvolvimento apesar das conquistas mais recentes, seja no mercado de consumo ou no mercado de trabalho. 

Aqui na  Cora Residencial Senior temos idosos ativos, que ainda se dedicam às suas empresas. Eles veem mais conforto e praticidade no modelo de residencial, porque podem contar com uma infraestrutura completa e ainda se distrair, fazendo novos amigos. 

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