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Mindfulness: descubra os principais benefícios no envelhecimento

Viver um envelhecimento pleno, com qualidade de vida e saúde mental, é fundamental para qualquer pessoa. Mas, muitas vezes, a correria do dia a dia e os desafios enfrentados nos fazem perder o foco da necessidade do bem-estar. Por isso, silenciar e olhar para dentro de nós mesmos nos faz tão bem. Essa é a proposta do mindfulness. Portanto, entenda porque ele traz efeitos tão positivos no envelhecimento. 

A comodidade que nossos antepassados não tinham, nos permite hoje encurtar distâncias com o uso dos meios de transporte, nos conectar com pessoas do outro lado do mundo, em tempo real, e ainda ter acesso a milhares de máquinas que substituem o nosso esforço físico.   

Mas o que fizemos para aproveitar melhor o tempo que, em tese, temos de sobra? Nos tornamos acumuladores de tarefas: trabalhamos, fazemos faculdade, curso de mandarim, aula de lutas marciais e o que mais conseguimos encaixar na nossa agenda. 

No entanto, sobra-nos pouco tempo para respirar e nos enxergarmos nesse verdadeiro turbilhão. E, muitas vezes, somos engolidos por ele sem nos darmos conta. 

Por isso, técnicas milenares de meditação são usadas para resgatar nosso eu. Porém, uma ferramenta mais inovadora e que começou a ser estudada nos anos 80 tem conquistando muitos praticantes: é o mindfulness. Descubra no restante da leitura como ele é útil e pode ser usado para melhorar a qualidade de vida das pessoas idosas. 

Mindfulness: o que é e como começou a ser utilizado 

Mindfulness, ou Atenção Plena, em português, é um estado de atenção onde temos consciência de nós mesmos na situação presente. Desse modo, nos desligamos do mundo lá fora para ficarmos, comparativamente, trancados dentro do nosso quarto emocional. 

Embora se associe a origem da Atenção Plena às tradições religiosas orientais, ela também está fortemente associada à psicoterapia moderna.

Entretanto, o primeiro programa foi desenvolvido pelo professor norte-americano Jon Kabat-Zinn, na década de 80. A partir de então, outros programas semelhantes surgiram no mundo. 

Kabat-Zinn, aliás, fundou e dirigiu o Stress Reduction Clinic, em Massachusetts, e também foi professor de Medicina. Portanto, para entender melhor o conceito original, é interessante ler o livro “Wherever you go, there you are: mindfulness meditation in everyday life”, onde o professor apresenta o programa em detalhes. 

Desde então, o estado de Atenção Plena começou a ser difundido para reduzir o estresse e a ansiedade em vários ambientes, sobretudo no trabalho com resultados muito eficientes.

A partir daí, o método passou a ser usado em várias esferas da vida, pois ele consegue fazer com que os indivíduos saibam entender melhor suas emoções e controlar suas reações, evitando atitudes agressivas e aproximando-se do equilíbrio espiritual e emocional. 

Atenção Plena na prática: como inserir essa ferramenta na rotina 

Antes de mais nada, é interessante lembrar que o estado de Atenção Plena não significa meditar para esvaziar-se ou fugir dos problemas. Pelo contrário, ele busca o ponto de equilíbrio através da percepção do seu eu no presente. 

Contudo, para atingir esse estado de concentração, é muito importante que o indivíduo pratique diariamente, em poucos minutos, alguns exercícios que são bastante simples. Um deles é apresentado a seguir. 

1.Pare o que está fazendo. Concentre-se na sua respiração, prestando atenção no seu estômago, ou seja, em como a sua barriga levanta quando você inspira e como ela abaixa na hora da expiração. 

2.O segundo passo é prestar atenção no seu corpo, se há alguma dor, algum incômodo, alguma sensação diferente, sem julgamentos.

3.Aceite, portanto, a sua condição: se você ansioso por causa de alguma situação, se está agitado ou simplesmente está na expectativa de algo. Não é preciso lutar para mudar a sensação, apenas aceitá-la. 

Esse pequeno exercício pode ser repetido três vezes ao dia, em pequenos intervalos de 10 minutos de onde você estiver, no banheiro do escritório, no cantinho preferido da casa, no jardim, no banco da praça e até mesmo no ônibus. 

Idosos com Comprometimento Cognitivo Leve: como o mindfulness pode ajudar 

Uma pesquisa feita por estudiosos australianos e publicada no Journal of Alzheimer’s Disease Reports revelou que o programa de Atenção Plena empregado em idosos com Comprometimento Cognitivo Leve elevou os níveis de cognição dos voluntários da pesquisa. 

O estudo, portanto, foi feito com 12 idosos com idades entre 60 e 89 anos. Cada um dos voluntários recebeu um manual do programa e um CD com gravações em áudio que conduziam as atividades a serem feitas em casa.  

O programa se dividia, portanto, em atividades formais e informais. Sendo assim, as atividades formais consistiam nas técnicas de respiração e percepção corporal (como a do exemplo acima), enquanto que as atividades informais se configuravam no estado de Atenção Plena durante os afazeres do cotidiano, como comer, caminhar, ler ou montar um quebra-cabeças.   

Os pesquisadores também submeteram os voluntários a vários formulários para avaliar o estado emocional e cognitivo de cada participante. O programa durou, ao todo, oito semanas. Nesse período, os pesquisadores puderam perceber que as funções cognitivas e a atenção consciente dos idosos tiveram um aumento significativo. 

Após um ano, os pesquisadores voltaram a entrevistar os idosos e conseguiram identificar que aqueles que tinham mantido as atividades propostas de Atenção Plena apresentaram melhor desempenho nas atividades diárias. Sendo assim, eles concluíram que a prática pode gerar impactos positivos a longo prazo. 

Para concluir, é importante perceber o quanto a prática de mindfulness pode despertar efeitos positivos no envelhecimento. Muito embora a redução do estresse e da ansiedade seja benéfica em outras etapas da vida, sobretudo na idade produtiva, no cenário do envelhecimento ela é ainda mais importante. 

Demências 

As pessoas estão vivendo mais, e assim, são vulneráveis a doenças demenciais. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que, em todo o mundo, há pelo menos 47 milhões de pessoas com demências. Até 2050, a estimativa do órgão é que esse número chegue a 132 milhões de pessoas. 

Sendo assim, a eliminação do estresse por meio de atividades de estimulação cognitiva são desenvolvidas na Cora Residencial Senior, que também insere a meditação e a Yoga no seu cronograma mensal por compreender os benefícios dessas práticas na saúde mental. 

Nesse sentido, para conhecer melhor nossa rotina, visite o nosso site e agende uma visita em breve. 

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