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Glaucoma tem cura? Veja mitos e verdades sobre a doença

O glaucoma é uma doença ocular responsável pela segunda maior causa de cegueira no mundo, atrás apenas da catarata. A doença é mais comum após os 60 anos de idade e é causada principalmente pelo aumento da pressão intraocular. Mas será que o glaucoma tem cura

Infelizmente não. Porém, a boa notícia é que a doença tem tratamento. E quanto antes ele começar, melhores são os resultados. Afinal de contas, apenas o exame oftalmológico pode identificar os primeiros sinais da enfermidade. 

Isso porque o glaucoma é uma doença traiçoeira, ou seja, não tem sintomas aparentes. Desse modo, quando a pessoa percebe que está com a visão tubular, ou seja, enxergando apenas o centro dos cenários, é porque ela já está com a enfermidade bem avançada. 

E por que é tão importante estar vigilante perante a doença? Porque a idade é um fator de risco. Sendo assim, a partir dos 35 anos de idade, os especialistas já recomendam visitas anuais aos oftalmologistas. Contudo, dos 60 anos em diante é importante redobrar a atenção. 

Sobretudo porque entre os fatores de risco da enfermidade está o diabetes, que também acomete os idosos, e porque a estrutura ocular é comprometida com o passar dos anos, podendo favorecer a pressão no interior dos olhos. 

Já que a visão é um dos cinco sentidos mais importantes, pois através dela nós nos relacionamos com as pessoas e contemplamos as coisas mais belas da vida, é muito importante cuidarmos dela como um verdadeiro tesouro. 

Há vários tipos de glaucoma

VERDADE – Existem quatro tipos de glaucoma que podem acometer as pessoas. Confira quais são eles a seguir: 

– agudo ou de ângulo fechado: ocorre de repente devido à elevação da pressão intraocular que, por sua vez, é causada pela interrupção brusca da drenagem do humor aquoso. Esta substância é um tipo de um gel que nutre a córnea e o cristalino. A crise causa dores intensas nos olhos. 

– crônico ou de ângulo aberto: como o próprio nome diz, a pressão intraocular aumenta aos poucos e não causa sintomas. Mas ela pode evoluir e causar lesão no nervo óptico. 

– congênito: o indivíduo nasce com glaucoma devido à alteração na fase gestacional. É um tipo mais raro. Existe a chance de ser revertido com cirurgia.  

– secundário: ocorre quando o glaucoma é provocado por outra doença, como a catarata, uso de corticóides ou até mesmo traumas. 

A doença causa cegueira imediata

MITO – O tipo mais comum da doença é o glaucoma crônico, que está presente em 80% dos casos, é assintomático e pode acometer pessoas a partir dos 35 ou 40 anos de idade, aumentando sua incidência com o passar dos anos. 

Portanto, ele não causa a cegueira imediata, mas sim, o comprometimento progressivo da visão. Sendo assim, o indivíduo começa a perder a visão periférica, apresenta manchas na visão e, na fase mais avançada, pode enxergar apenas em forma tubular. A cegueira, no entanto, ocorre por falta de tratamento.

Essa patologia é hereditária 

VERDADE – Não é regra, mas pelo menos 6% dos pacientes que sofrem de glaucoma têm histórico da doença na família. Porém, há outros fatores de risco para a patologia. Veja agora quais são eles: 

  • negros;
  • pessoas com mais de 60 anos;
  • portadores de diabetes;
  • portadores de catarata;
  • hipertensos;
  • pacientes com hipertireoidismo;
  • problemas cardíacos;
  • tumores nos olhos;
  • deslocamento da retina. 

O principal tratamento é a cirurgia 

MITO – O tratamento do glaucoma é feito à base de colírios prescritos pelo oftalmologista. Mas também existem medicamentos ingeridos via oral que são usados em casos mais específicos. 

No caso de pessoas diabéticas, a partir do momento em que se controla o diabetes, a pressão intraocular também regride. 

Entretanto, se o glaucoma for crônico, é preciso usar colírios a vida inteira. O uso de cirurgia ou raio laser é indicado apenas para controlar a lesão do nervo óptico. 

O glaucoma causa vômitos 

VERDADE – Embora possa parecer que uma doença ocular não interfira no aparelho gastrointestinal, de fato, o aumento da pressão intraocular pode causar náuseas e vômitos, além de outros sintomas, como: dor de cabeça, olhos vermelhos, dores locais nos olhos; visão distorcida e a impressão de que há halos no entorno das luzes. 

Exame de rotina pode identificar a patologia

VERDADE – Quando o indivíduo visita o oftalmologista, ele realiza exames de rotina. Um deles pode dar o diagnóstico de glaucoma. Portanto, ele é feito através da dilatação da pupila, a observação criteriosa do fundo do olho e a medição da pressão intraocular. 

Por conta disso é tão importante ir ao oftalmologista mesmo sem sentir nenhuma dor nos olhos ou comprometimento da visão. Afinal de contas, o glaucoma é uma doença silenciosa. 

Qualquer colírio serve 

MITO – Quem é portador de glaucoma crônico deve seguir rigorosamente o tratamento. Dessa forma, não pode ser usado qualquer colírio e sim o indicado pelo médico oftalmologista, na quantidade prescrita por ele ou demarcada na bula. 

Além disso, na hora de pingar o colírio no olho é necessário tomar os devidos cuidados, como:

  • lave corretamente as mãos;
  • coloque a cabeça para trás e olhe levemente para cima;
  • puxe a pele sob o olho, formando uma bolsinha, e pingue o colírio;
  • lembre-se de não colocar o frasco em contato com o olho para evitar contaminação;
  • feche o olho por cerca de 30 segundos para absorver o medicamento.

Portanto, concluindo, se você estava em dúvida sobre se o glaucoma tem cura, ele é uma doença grave, que pode causar a cegueira irreversível. Contudo, ele possui tratamento e o diagnóstico precoce aumenta o controle sobre o avanço da doença. 

Os idosos, nesse sentido, precisam contar com uma atenção especial, pois a enfermidade tende a aumentar a sua incidência na população idosa. Eles, aliás, podem ter mais fatores de riscos associados, como casos na família e diabetes, que também é uma doença crônica. 

Aqui na Cora Residencial Senior, contamos com uma equipe multiprofissional que está sempre atenta aos sintomas relatados pelos residentes e comunica a família para que seja feito o acompanhamento clínico pela especialidade adequada.

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