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Descarte correto de medicamentos: a natureza agradece

Provavelmente você tenha uma farmacinha em casa. Afinal, os brasileiros têm o costume de guardar remédios numa caixinha em casa para momentos de necessidade. Portanto, a pergunta é: você faz o descarte correto de medicamentos? Então, confira neste post como proceder sem causar danos à natureza e à saúde pública. 

A ingestão de remédios é comum no envelhecimento, quando há maior incidência de doenças crônicas e degenerativas. Portanto, é essencial ter um controle do descarte dos fármacos para evitar riscos de intoxicação ou poluição nos aterros sanitários. 

Saiba, portanto, que existe desde 2010 a lei da logística reversa (Lei 12.305) que determina a responsabilidade de fabricantes, vendedores e consumidores no descarte correto de produtos, incluindo os medicamentos. 

Desse modo, o hábito de jogar remédios vencidos ou em desuso na lixeira ou, pior, no vaso sanitário, pode causar graves consequências ao equilíbrio do meio ambiente. 

Procedimento correto: o que fazer com remédios vencidos ou em desuso

Nesse sentido, remédios em forma de líquidos, comprimidos, pomadas, unguentos, sprays, bem como seringas e agulhas com restos de medicamentos, devem ser separados em casa e levados a pontos específicos de coleta. 

Tais pontos estão, geralmente, localizados em farmácias com a devida identificação, ou seja, com placas que indicam o descarte. Para você saber qual é o ponto mais próximo da sua casa, acesse o site Descarte Consciente, digite o seu CEP ou escreva a cidade onde mora que o próprio site indicará o ponto de coleta mais próximo. 

A partir daí, é só levar o medicamento e depositar no compartimento, separando conforme as instruções do local. Desse modo, a própria farmácia ou estabelecimento comercial providencia o descarte conforme as normas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 

Geralmente, os produtos são incinerados dentro dos padrões sanitários para evitar danos ambientais. 

Remédios controlados 

Com relação aos remédios controlados e que ainda não estão vencidos, a Anvisa editou uma portaria especial que trata do seu descarte. Por isso, conforme o artigo 90 da portaria 6 de 1999, os remédios de uso controlado devem ser entregues à autoridade competente da Vigilância Sanitária nas secretarias de saúde. A autoridade, por sua vez, emitirá um documento comprovando o recebimento e, em seguida, providenciará a doação ou a inutilização. 

Riscos: de intoxicação à contaminação ambiental 

Quando os fármacos são lançados sem tratamento no meio ambiente, sendo jogados no vaso sanitário ou no lixo comum, podem contaminar animais, o próprio solo ou ainda atingir o lençol freático e provocar o desequilíbrio ambiental. 

Portanto, quando caixas de remédios são jogadas no lixo comum elas vão parar nos lixões ou aterros sanitários. 

Eventualmente, em locais que não são monitorados pelos órgãos públicos, esses espaços atraem pessoas que vivem do garimpo do lixo. Dessa forma, ao encontrar remédios elas podem vir a usar os medicamentos e se intoxicar devido à validade vencida ou aos componentes do fármaco. 

Outro problema ocasionado pelo descarte incorreto é que crianças que convivem com esses catadores podem levar o remédio à boca e também prejudicarem a sua saúde. 

As autoridades sanitárias citam que quando os remédios são lançados no vaso sanitário, pelo fato de as pessoas acreditarem que é uma forma menos perigosa de descarte, as substâncias vão parar no sistema de tratamento de esgoto que não é adequado para eliminar os produtos químicos usados na fabricação do medicamento. Como consequência, esses elementos ficam no ambiente, causando poluição. 

Para se ter uma ideia, o antibiótico que vai parar nos lixões pode desenvolver a mesma bactéria que ele visava eliminar quando foi produzido por estar em contato com o meio externo. Portanto, animais ou seres humanos em contato com a substância podem ser intoxicados.

Remédios fracionados: venda de pequenas quantidades poderia solucionar problema 

Muitas vezes, precisamos descartar remédios que não iremos mais usar. Isso porque pode ocorrer de o médico receitar 50 comprimidos de um determinado medicamento, mas as farmácias venderem apenas caixas com 30 comprimidos. Nestes casos, o consumidor se vê obrigado a comprar duas caixas e, assim, perder 10 comprimidos que, certamente, serão descartados. 

Para resolver esse impasse, as autoridades sanitárias defendem a regularização da venda de remédios fracionados, ou seja, que podem ser vendidos em quantidades específicas para a necessidade do paciente. 

Porém, até hoje as leis sobre este tema não foram aprovadas. Um projeto de lei que tramitava no Congresso desde 2012, por exemplo, chegou a ser arquivado. 

Consumidor: como você pode interferir no descarte correto de medicamentos

Sendo assim, como a venda fracionada ainda não foi aprovada para todos os medicamentos, o comportamento do consumidor pode auxiliar na mudança de padrões. 

Veja, portanto, algumas dicas de como contribuir para evitar a poluição ambiental relacionada ao uso de remédios. 

  • não acumule remédios em casa: muitas vezes, encontramos remédios em promoção nas farmácias e acabamos estocando os produtos em casa, mas esquecemos que eles têm data de validade e precisam ser inutilizados;
  • doe medicamentos em farmácias comunitárias: pode ocorrer de termos uma grande quantidade de remédios em casa e não precisarmos mais utilizá-los. Por isso, existem farmácias comunitárias em organizações sociais que fazem a separação do fármaco e doam para pessoas carentes que apresentam os receituários; 
  • monitore a “farmacinha” antes de comprar um novo remédio: dependendo dos sintomas que apresentamos, uma visita ao médico culmina na prescrição de um medicamento que já temos em casa e ainda no prazo de validade. Contudo, vamos direto à farmácia e adquirimos o produto gerando assim mais resíduos ao meio ambiente. 

Por causa de comportamentos como esses, o Brasil é considerado o sétimo consumidor mundial de medicamentos, aumentando assim o risco da automedicação, do descarte arbitrário e da intoxicação medicamentosa. 

Portanto, concluindo, o descarte correto de medicamentos depende de legislações e fiscalizações mais rigorosas, bem como da mudança de comportamento do consumidor. 

Aqui na Cora Residencial Senior contamos com o setor de farmácia em todas as unidades e seguimos rigorosamente as determinações das autoridades sanitárias sobre o descarte correto. 

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