Você sabia que mais de 55 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com algum tipo de demência? De acordo com estimativas da OMS, é possível que esse número aumente para 78 milhões em 2030 e 139 milhões em 2050.
É por isso que, no artigo de hoje, vamos falar sobre um dos tipos mais comuns de demência: o Alzheimer. Essa doença neurodegenerativa, que afeta principalmente a memória e outras funções cognitivas, ainda é cercada por muitas informações incorretas.
Portanto, vamos desvendar os principais mitos e verdades sobre o Alzheimer, oferecendo informações confiáveis e atualizadas para que você possa entender melhor essa doença e saber como lidar com ela. Prepare-se para desmistificar crenças populares e descobrir o que a ciência realmente diz sobre o Alzheimer.
1. O Alzheimer é uma parte normal do envelhecimento!
É comum ouvir que ‘a velhice traz consigo a perda de memória’, mas essa crença popular é um equívoco comum, que pode atrasar o diagnóstico e o início dos cuidados adequados! Embora seja verdade que o risco de desenvolver Alzheimer aumente com a idade, a doença não é um processo natural do envelhecimento.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que danifica as células cerebrais, levando à deterioração da memória, do pensamento e do comportamento. E embora a idade seja um fator de risco significativo, nem todos os idosos desenvolvem a doença.
Porém, caso exista a combinação de dois ou mais dos sintomas abaixo, é preciso ligar o sinal de alerta:
- Perda de memória que interfere na vida diária.
- Dificuldade em planejar ou resolver problemas.
- Dificuldade em completar tarefas familiares em casa, no trabalho ou no lazer.
- Desorientação de tempo ou lugar.
- Dificuldade em entender imagens visuais e relações espaciais.
- Problemas com palavras na fala ou na escrita.
- Colocar coisas fora do lugar e perder a capacidade de refazer os passos.
- Diminuição ou falta de bom senso.
- Retirada de atividades sociais.
- Mudanças no humor e na personalidade.
2. Perda de memória é sempre sinal de Alzheimer!
É comum associar a perda de memória ao Alzheimer, mas nem todo esquecimento é um sinal da doença. Lapsos de memória ocasionais são normais e podem ocorrer em qualquer idade, devido a diversos fatores, como estresse, falta de sono ou simplesmente o acúmulo de informações.
Na doença, a perda de memória é progressiva e persistente, afetando a capacidade de lembrar informações recentes, como compromissos, conversas ou eventos do dia a dia.
Além disso, a doença causa outros sintomas, como dificuldade de comunicação, desorientação espacial e temporal, alterações de humor e comportamento, e dificuldade em realizar tarefas cotidianas.
3. Não há nada que possa ser feito para prevenir o Alzheimer!
Embora não exista uma cura definitiva para o Alzheimer, estudos indicam que um estilo de vida saudável pode fortalecer a saúde do cérebro e reduzir o risco de desenvolver Alzheimer.
Inclusive, a ideia de que não há nada que possa ser feito para prevenir a doença é um mito que pode levar à falta de esperança e à inação. Além disso, o controle de fatores de risco como hipertensão, diabetes e colesterol alto também é fundamental para a saúde cerebral.
Quais hábitos saudáveis adotar para a prevenção?
- Exercícios físicos: a prática regular de atividades físicas, como caminhadas, natação ou dança, melhora a circulação sanguínea no cérebro e estimula a produção de substâncias que protegem as células nervosas.
- Alimentação balanceada: uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e peixes, como a dieta mediterrânea, fornece nutrientes essenciais para a saúde do cérebro.
- Estimulação cognitiva: atividades que desafiam o cérebro, como leitura, jogos de tabuleiro, palavras cruzadas e aprendizado de novas habilidades, ajudam a manter as conexões entre as células nervosas.
- Sono de qualidade: dormir bem é fundamental para a saúde do cérebro, pois durante o sono o cérebro se recupera e consolida a memória.
- Controle de fatores de risco: manter a pressão arterial, o diabetes e o colesterol sob controle é fundamental para a saúde cerebral, pois essas condições podem aumentar o risco de doenças neurodegenerativas.
4. O Alzheimer é contagioso!
Um dos mitos mais infundados e prejudiciais sobre o Alzheimer é a crença de que a doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra. Essa ideia equivocada pode levar ao isolamento social e ao estigma das pessoas com Alzheimer e seus familiares.
Então não, o Alzheimer não é uma doença contagiosa! Ele é uma doença neurodegenerativa complexa, cujo desenvolvimento está relacionado a uma combinação de fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida.
A causa exata do Alzheimer ainda não é totalmente compreendida, mas sabemos que não é causada por vírus, bactérias ou outros agentes infecciosos. E, embora a causa exata ainda seja desconhecida, alguns fatores de risco foram identificados:
- Idade: o principal fator de risco para o Alzheimer é o envelhecimento.
- Histórico familiar: pessoas com parentes de primeiro grau com Alzheimer têm um risco maior de desenvolver a doença.
- Genética: alguns genes foram identificados como fatores de risco para o Alzheimer, especialmente para a forma precoce da doença.
- Estilo de vida: fatores como obesidade, hipertensão, diabetes, tabagismo e sedentarismo podem aumentar o risco de Alzheimer.
5. Apenas pessoas idosas desenvolvem o Alzheimer!
Embora a idade avançada seja um dos principais fatores de risco para o Alzheimer, a doença não afeta exclusivamente a população idosa. Existe uma forma menos comum da doença, conhecida como Alzheimer precoce, que pode se manifestar em pessoas com menos de 65 anos.
O Alzheimer precoce, também chamado de Alzheimer de início jovem, representa cerca de 5% a 10% dos casos de Alzheimer. Essa forma da doença tende a progredir mais rapidamente e pode apresentar sintomas diferentes do Alzheimer de início tardio, como problemas de linguagem, dificuldade em realizar tarefas complexas e alterações de comportamento mais acentuadas.
6. Medicamentos curam a doença de Alzheimer!
Ainda não há cura para o Alzheimer, mas existem tratamentos e abordagens que podem retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida. A ideia de que medicamentos podem reverter completamente os danos cerebrais causados pela doença é um mito que pode gerar falsas expectativas e frustrações.
Os medicamentos disponíveis para o tratamento do Alzheimer têm como objetivo principal retardar a progressão da doença e aliviar os sintomas, como perda de memória, dificuldade de comunicação e alterações de comportamento.
Eles atuam aumentando a disponibilidade de neurotransmissores no cérebro, substâncias químicas que transmitem mensagens entre as células nervosas.
E claro, como uma doença complexa que o Alzheimer é, para além dos medicamentos, outras abordagens terapêuticas podem ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas com Alzheimer e seus familiares, sendo elas:
- Terapia ocupacional: auxilia na adaptação do ambiente e na realização de atividades cotidianas.
- Fonoaudiologia: ajuda a melhorar a comunicação e a deglutição.
- Fisioterapia: contribui para a manutenção da mobilidade e do equilíbrio.
- Psicoterapia: oferece suporte emocional e ajuda a lidar com as mudanças decorrentes da doença.
- Grupos de apoio: proporcionam um espaço para compartilhar experiências e obter informações.
- Cuidados paliativos: focados na melhoria da qualidade de vida dos pacientes e seus familiares, principalmente em estágios avançados da doença.
Cora Residencial Senior: um suporte para idosos com Alzheimer
Sabemos que a vida pós diagnóstico pode ser desafiadora! Inclusive, os desafios para o familiar cuidador podem ser ainda maiores, levando a pessoa a uma situação de estafa.
Além disso, ter à disposição uma equipe multidisciplinar, é de extrema importância, como reforça o Dr. Ivan Okamoto nessa entrevista.
Portanto, se você tem um familiar idoso que recebeu o diagnóstico de Alzheimer, e precisa de uma ajuda no cuidado, o Cora Residencial Senior está de portas abertas!
Aqui, proporcionamos diariamente atividades de estímulo cognitivo aos idosos. Essas práticas são fundamentais para controlar o avanço dos sintomas de Alzheimer, garantindo bem-estar e qualidade de vida.
Por meio de nossa equipe multidisciplinar, acompanhamos possíveis alterações no quadro clínico e oferecemos a melhor linha de cuidados ao residente.
Quer saber mais? Entre em contato e agende uma visita!
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