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Qual é o impacto da Síndrome do Pôr do Sol no idoso com Alzheimer?

A Síndrome do Pôr do Sol é um estado de confusão mental que causa muito sofrimento para o idoso, sobretudo o portador de Alzheimer. Por isso, entre o final da tarde e o começo da noite, o idoso com esta síndrome fica agitado, irritado e angustiado. Veja neste artigo como a família e o cuidador podem lidar com esta a situação. 

Como você já viu aqui no blog, a Doença de Alzheimer é uma doença demencial causada pela perda progressiva e irreversível das células cerebrais. Portanto, o idoso com a enfermidade perde suas funções cognitivas e a sua memória. 

Sendo assim, aos poucos ele não consegue mais diferenciar o dia e a noite, assim como um adulto saudável o faz. Como consequência, o relógio biológico, que funciona como um despertador interno, nos mostrando a hora de ficar em vigília e a hora de repousar, fica totalmente descompassado. 

Assim, tem-se a vontade de dormir de dia e ficar acordado à noite. Mas isso ocorre de forma diversa daquela que um adulto, com as suas funções cognitivas em funcionamento, pode sentir. Como consequência, o idoso com a demência tende a ter alterações de humor por causa dessa alteração natural. 

Na ânsia de ajudar, muitos familiares e cuidadores de idosos não sabem o que fazer e acabam importunando o idoso, que pode ficar ainda mais nervoso. Portanto, confira neste artigo algumas dicas de como se portar frente à situação e também como a medicina vem tratando esses casos. 

Quais são as causas da Síndrome do Pôr do Sol? 

Para a maioria das pessoas saudáveis, o pôr do sol é um dos espetáculos mais bonitos da natureza. Afinal, ele vem acompanhado de uma nova coloração no céu, marca o fim do ciclo diário e a proximidade do descanso tão merecido. 

Entretanto, para os idosos que sofrem com alguma doença demencial, esse período do dia é marcado por sofrimento. Isso porque ocorre toda uma alteração comportamental que é, muitas vezes, mal compreendida pelas pessoas mais próximas. 

No fundo, as causas da síndrome estão fundamentadas na diminuição dos níveis de acetilcolina no cérebro. Ela é um neurotransmissor diretamente envolvido na memória e na aprendizagem. 

Portanto, as alterações que acompanham a demência acabam deixando o portador extremamente cansado e confuso ao ter de raciocinar sobre as atividades do cotidiano. 

Com efeito, isso tudo interfere na qualidade do sono e na disposição durante a jornada do dia. Sendo assim, a chegada da noite torna-se o estopim para desencadear as alterações de comportamento típicas da síndrome. 

Mas outro fator interessante a ser observado, segundo a literatura médica, é que mudanças na rotina do idoso, como uma mudança de casa, uma viagem longa ou uma hospitalização, podem desencadear a síndrome. 

Quando a alteração é mais comum entre os idosos? 

Lembrando que a síndrome está relacionada a idosos com demência, em sua maioria, o Alzheimer. E, só reforçando, que a síndrome não ocorre em 100% dos casos de pacientes. 

Pesquisas mostram que, pelo menos, 20% dos idosos com Alzheimer desenvolvem a síndrome do entardecer. Entretanto, doentes demenciais que eram tabagistas ou alcoólatras no passado também têm a chance aumentada de desenvolvê-la. 

Mas é oportuno citar que o estado se manifesta, basicamente, na fase intermediária da doença demencial e tende a desaparecer conforme o avanço das etapas da enfermidade. 

Aliás, o Alzheimer tem etapas diferenciadas. Uma das classificações dita que são quatro principais fases: pré-demência; estágio inicial; estágio intermediário; e estágio avançado. 

Sendo assim, os sintomas são mais comuns quando o idoso começa a perder mobilidade, apresenta mais alterações de humor e outros sintomas comuns nessa fase.  

Como o familiar pode apoiar o idoso com Síndrome de Pôr do Sol? 

A pessoa idosa, diagnosticada com a síndrome, precisa (e muito) contar com a ajuda da família ou do cuidador mais próximo. Isso porque o apoio é fundamental para confortar o idoso, ajudando-o a transpor essa fase. Sendo assim, veja algumas dicas do que é possível fazer a seguir. 

  • reduza o barulho na casa, como a altura da televisão ou a conversa das crianças;
  • tente distrair o idoso com uma conversa ou uma música calma;
  • torne o início da noite algo tranquilo, acrescentando um momento de caminhada na sua rotina, uma conversa ou a leitura de um livro;
  • peça ajuda do idoso com uma atividade simples, como dobrar toalhas para, assim, tentar desviá-lo do foco de atenção do entardecer;
  • evite sombras que podem confundir o idoso, sendo assim, feche as cortinas ao anoitecer;
  • sirva uma alimentação leve e equilibrada ao final do dia;
  • evite dá-lo café, chás com cafeína ou refrigerantes ao final do dia, pois isso pode aumentar o estado de confusão mental do idoso;
  • deixe um abajur ligado no quarto para evitar a completa escuridão que possa deixar o indivíduo angustiado;
  • se ele acordar no meio da noite, tente fazê-lo companhia para tranquilizá-lo e evitar eventuais quedas.

Como manter a qualidade de vida do idoso com a síndrome? 

Primeiramente, para manter a qualidade de vida com a síndrome do final do dia é importante ressaltar que o médico deve ser informado de todos os sintomas do idoso. 

Portanto, ele pode indicar algum tranquilizante ou um tratamento não farmacológico, como a musicoterapia para serenizar os seus momentos de angústia. 

Mas, de qualquer forma, o idoso acometido com uma demência deve receber uma atenção especial no que se refere às atividades diurnas, à alimentação e ao sono. 

Sendo assim, é interessante que o idoso tenha momentos de banho de sol para, assim, reforçar a diferença entre dia e noite. Além disso, o sol traz outros benefícios ao idoso, como a produção de vitamina D, como você já leu aqui no blog. 

Para concluir, a Síndrome do Pôr do Sol é uma alteração do comportamento que acomete idosos com doenças demenciais, causando-lhe sofrimento. 

No sentido de promover o bem-estar do idoso com a síndrome, a Cora Residencial Senior possui uma equipe especializada em cuidados, e espaços com a estrutura projetada especialmente para o conforto e segurança dos residentes.

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