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Pessoas acamadas: conheça os principais problemas de saúde que as afetam

Pessoas acamadas exigem um trato especial para proporcionar bem-estar e, ao mesmo tempo, não adquirirem novas doenças. A falta de mobilidade é comum em algumas doenças, como o Alzheimer em seu estágio avançado, ou em casos de quedas, quando o idoso fratura um membro e precisa ficar em repouso. 

Por vezes, a permanência no leito dura meses e, por isso, é preciso prevenir problemas de saúde, como feridas na pele e pneumonia. Assim, o idoso que já está fragilizado não corre o risco de agravar o seu estado de saúde. 

Sendo assim, a família ou o cuidador mais próximo deve examinar o corpo da pessoa que está acamada para evitar qualquer complicação. Portanto, mesmo que haja uma doença em estágio inicial, pode-se conseguir bons resultados com o diagnóstico precoce. 

Dessa forma, o blog da Cora selecionou alguns problemas que são mais comuns nos idosos acamados e, portanto, precisam ser evitados. Confira a seguir. 

Complicações pulmonares 

Na maioria das vezes, os idosos acamados passam dias e noites imobilizados. Por consequência, eles podem apresentar complicações pulmonares. 

Sendo assim, a imobilidade provoca secreções nos pulmões que evoluem para a congestão pulmonar ou pneumonia, já que os alvéolos pulmonares devem permanecer sempre limpos para se ter pulmões sadios. 

Para evitar complicações como as faladas aqui, o indivíduo deve ser submetido a exercícios respiratórios, coordenados por fisioterapeutas, e contar com a ajuda de um colchão de pressão alternada. 

Sono intercalado

Pelo fato de ficarem na cama, os idosos imobilizados acabam confundindo o dia com a noite e ficam com o sono desregulado. Dessa forma, eles acabam estendendo as horas de cochilo durante o dia e perdendo o sono à noite. Portanto, com o sono intercalado eles não descansam o suficiente e podem perceber os reflexos na alimentação e no estado de humor. 

Perda de apetite 

Como os idosos acamados não gastam energia, acabam perdendo a fome e até mesmo o paladar, pois certamente estão fazendo uso de medicamentos que interferem na percepção do gosto de alimentos e bebidas. 

Portanto, é fundamental que o indivíduo seja acompanhado por um nutricionista, além de contar com o carinho dos cuidadores para se alimentar corretamente. 

Ansiedade e depressão 

Com a alteração nos hábitos, o idoso que antes tinha liberdade para caminhar e passear, por vezes, pode desenvolver problemas de saúde como ansiedade e depressão. Nesses casos, é interessante que o idoso seja acompanhado por um especialista, como um psicólogo ou um terapeuta. 

Dor no corpo 

O fato de ficar horas deitado pode causar muita pressão na coluna vertebral. Uma consequência direta são as dores no corpo, sobretudo na proximidade da coluna. Por isso, é importante que a família busque orientação com especialistas, como médicos e fisioterapeutas, sobre os colchões mais indicados. O colchão de pressão alternada é recomendado. Lembrando que também é preciso fazer a virada de decúbito para evitar a pressão em um único lado do corpo. 

Escaras 

Pode-se dizer que as escaras são o problema mais comum das pessoas acamadas. Elas nada mais são do que feridas causadas pela pressão do corpo em uma mesma posição. 

Sendo assim, o fluxo sanguíneo diminui na região, e a pele pode se romper. Entretanto, é possível perceber os primeiros sinais das escaras e, assim, evitar que elas acometam o idoso. 

Dessa forma, antes de a pele se romper ela pode ficar vermelha, roxa ou com bolhas na região atingida. E outro fator que ajuda o cuidador ou os familiares a identificarem essa alteração está na região na qual os sinais aparecem.

Assim sendo, as escaras são mais comuns em regiões do corpo com ossos salientes, como coxas, calcanhares, joelhos e nádegas. Caso elas surjam, é necessário contar com a ajuda médica para a indicação de remédios e até curativos (em alguns casos) para reconstituir o local afetado. 

Feridas localizadas: ações que podem preveni-las 

Como foi dito, as escaras são comuns nos idosos acamados e podem abrir caminho para infecções. Por isso, veja agora alguns modos de preveni-las. 

Posição

A pessoa acamada deve ser mudada de posição na cama a cada duas horas, a menos que haja uma indicação médica diferente. Por isso, é importante que a pessoa ou profissional que realiza os cuidados anote os horários de mudança.

Ao mudar a posição do idoso, tome o cuidado dele ser levantado e nunca arrastado sobre o colchão para evitar assim a fricção da pele. Outro detalhe importante está nos calcanhares. Sempre deixe um travesseiro macio embaixo das panturrilhas para elevar os calcanhares e evitar a pressão na região. 

Se houver condições de a pessoa ficar sentada, é importante que ela tenha à disposição almofadas macias. Além disso, é preciso que elas sejam levemente levantadas com intervalos de 15 minutos também com o propósito de evitar a pressão e, assim, prevenir escaras. 

Pele 

É fundamental manter a pele da pessoa que está de cama sempre hidratada e seca para evitar problemas como a concentração de fungos ou ressecamento. 

Por isso, prefira cremes hidratantes sem cor e sem cheiro, bem como sabonete sem cor para não ocorrer irritações na derme. Também é importante evitar o uso de água quente nos banhos. 

Ainda no quesito pele, é muito importante que o familiar ou o cuidador contratado fique monitorando a aparência para identificar, com antecedência, a ocorrência de manchas ou bolhas que possam virar feridas. 

Higiene pessoal 

Se a pessoa idosa acamada precisar usar fraldas, também é importante ter um cuidado especial com a higiene para evitar assaduras e outras irritações na pele. Por isso, é importante fazer a troca sempre que ela estiver suja, além de usar pomadas próprias que evitam que a pele fique em contato com a região úmida da fralda.  

Concluindo esse tema, é essencial ter uma abordagem que promova a qualidade de vida das pessoas acamadas, evitando assim o surgimento de novas doenças. 

Aqui na Cora Residencial Senior temos cuidadores que estão sempre atentos a auxiliar os idosos que precisam ficar acamados. Eles pertencem à equipe multidisciplinar de cuidados que atua no sentido de promover a saúde e o bem-estar do residente. 

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