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Quando procurar um geriatra? Veja qual é o momento certo

Quando procurar um geriatra é uma dúvida muito comum. Mas muitas pessoas acabam adiando a visita a esse profissional simplesmente por causa de um tabu criado pela própria sociedade. Quando, na verdade, ir ao geriatra não vai deixar ninguém mais velho. Afinal, a consulta a um especialista em envelhecimento só trará benefícios à saúde do indivíduo.

Como a população mundial e brasileira está vivendo mais nas últimas décadas, a especialidade médica em geriatria se torna tão importante para atuar junto a um contexto de prevenção, reabilitação e cuidados.

Os números mostram essa realidade de crescimento populacional nessa faixa etária. A própria Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) divulga os índices do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) que mostram a tendência de crescimento dessa população, como é apontado a seguir:

  • 2018: 9,2% da população brasileira tem mais de 65 anos;
  • 2060: previsão de alcançar 25,5% da população.

Portanto, atualmente temos cerca de 19 milhões de idosos no país. Desse total, 56%, ou seja, a maioria, é do sexo feminino. Com esses dados, os organismos de saúde e alguns setores da sociedade trabalham para atender a este público, proporcionando-lhe mais saúde e qualidade de vida.

Qual é a diferença entre geriatria e gerontologia?

Mas, muitas vezes, os termos geriatria e gerontologia podem ser confundidos como sinônimos. Entretanto, há diferenças essenciais. Confira:

Geriatria: é a especialidade médica exercida pelo geriatra, que se graduou em Medicina e fez residência médica aprovada pela Comissão Nacional de Residência Médica;

Gerontologia: é o estudo do envelhecimento de maneira geral, ou seja, sob os seus aspectos biológicos, sociais e psicológicos.

Nesse sentido, o geriatra é o profissional médico que aplica técnicas e conhecimentos pré-determinados para avaliar clinicamente o paciente em seus aspectos mais específicos, tanto sociais quanto psicológicos.

Já o gerontólogo é aquele profissional que tem graduação em alguma área do conhecimento ligada ao estudo do envelhecimento, como nutrição, terapia ocupacional, direito, psicologia, serviço social, entre outras áreas. O gerontólogo, aliás, é titulado pela SBGG, que é a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

Quando, de fato, procurar um geriatra?

Antes de entrarmos diretamente nesse tema, vamos lembrar que pela definição da Organização Mundial da Saúde (OMS) uma pessoa idosa é aquela que tem 65 anos ou mais em países desenvolvidos, com a estrutura da saúde pública num patamar mais elevado.

Enquanto isso, o nivelamento cai para pessoas a partir de 60 anos e residentes em países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. Justamente por isso, o Estatuto do Idoso, aprovado em 2003.

Entretanto, o envelhecimento se dá de maneira muito diferente de pessoa para pessoa. Sendo assim, não é possível dizer que, da noite para o dia, uma pessoa se torna idosa.

Dessa forma, há pessoas que já passaram dos 60 anos que têm doenças crônicas (como diabetes e hipertensão), mas que estão controladas, que são muito mais saudáveis e bem dispostas do que pessoas com 55 anos que não têm doenças crônicas, mas possuem outros problemas que prejudicam sua qualidade de vida e seu bem-estar, como obesidade ou dependência química.

Por tudo isso, com tanta diversidade nos diferentes ciclos de vida, os geriatras apontam três momentos para o indivíduo procurar a especialidade pela primeira vez. Acompanhe:

Primeiro momento: prevenção

Como você já leu aqui no blog da Cora, o corpo humano começa a dar os primeiros sinais do amadurecimento por volta dos 35 anos de idade, com a redução das funções de alguns órgãos, como a firmeza da pele, a capacidade auditiva e a própria visão.

Sendo assim, o primeiro encontro com o geriatra pode se dar por volta dos 40 anos como um mecanismo preventivo de planejamento do envelhecimento. Desse modo, é possível conduzir esta etapa com cuidados que vão desde a alimentação até os exercícios físicos que já preparam o corpo para a chegada do envelhecimento.

Segundo momento: acompanhamento

Aproximadamente a partir dos 60 anos o nosso corpo começa a intensificar os sinais de envelhecimento. Portanto, neste momento o geriatra pode contribuir com o acompanhamento do processo natural do envelhecimento.

A sua função, nesse momento, é muito parecida com a do médico pediatra que monitora a condição da criança mesmo que ela não esteja doente. O pediatra, portanto, acompanha o crescimento da criança, ao passo que o geriatra acompanha o envelhecimento do seu paciente.

Portanto, ele pode indicar quais atividades são propícias para evitar alguns problemas, como diabetes, artrose, problemas cardíacos e outros. Assim como pode examinar clinicamente o paciente, pedir os devidos exames preventivos e perceber como ele está reagindo ao envelhecimento.

Terceiro momento: monitoramento

No terceiro momento, portanto, o profissional especialista em geriatria pode monitorar a ocorrência de doenças no paciente. Assim como o clínico geral avalia o estado integral de saúde do paciente, o geriatra também tem uma visão completa do indivíduo, que continuará tendo o acompanhamento de outros médicos, como cardiologistas, dermatologistas, oftalmologistas, entre outros.

Portanto, a decisão de escolher um geriatra e fazer a primeira consulta vai depender muito da percepção do indivíduo sobre a sua saúde e o seu bem-estar. Acima de tudo, segundo os próprios geriatras, o propósito é atender o paciente em sua integralidade, promovendo sua autonomia e a sua independência.

Assim sendo, o objetivo do especialista é trabalhar para promover a qualidade de vida no envelhecimento, para que o indivíduo continue sendo autônomo, decidindo os seus próprios passos, e ao mesmo tempo independente, exercendo as atividades do dia a dia sem depender de terceiros.

Para concluir, a decisão de quando procurar um geriatra está muito relacionada à preocupação em viver um envelhecimento saudável do que propriamente com a idade fisiológica.

Isso porque a qualidade da vida longeva está muito associada àquilo que fizemos na nossa vida na meia-idade. Sendo assim, a qualidade das nossas atividades físicas, da nossa alimentação, do nosso sono e do controle do estresse e da ansiedade podem proporcionar um envelhecimento muito mais saudável.

Como você percebeu, o acompanhamento do geriatra é muito importante para o bem-estar do idoso. Justamente por isso, aqui na Cora Residencial Senior contamos com médicos geriatras na nossa equipe multidisciplinar.

Aproveite para conferir o trabalho dos geriatras da Cora no nosso canal do YouTube clicando aqui.

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